Maria, Modelo Missionário - Paróquia Santa Rita de Cássia - Viçosa/MG

Maria, Modelo Missionário

No horizonte, vislumbramos tremulando a bandeira da esperança. Afinal, somos filhos da esperança, e a esperança é nossa arma de combate. A caminhada eclesial revela o constante surgimento de matizes que aperfeiçoam sua ação. É com este olhar que descortinamos novas descobertas para a ação missionária não desistir de trazer frutos. É tempo de dizer para nós mesmos que nunca podemos nos esquecer de que devemos ser uma comunidade, capaz de abrigar o discipulado e a missão como pressupostos de fidelidade a Cristo.

Na cadência de nossos passos, Nossa Senhora nos põe em campo de missão. Maria é a mais perfeita discípula missionária de Jesus. É a Bíblia que assegura, especialmente, nos Evangelhos e em Atos dos Apóstolos, que Maria é presença na comunidade. Ela é companheira junto à Igreja que nasce fiel aos ensinamentos dos Apóstolos, à fração do pão, à comunhão fraterna e à oração (At 2,42).

O Ano Nacional Mariano, no Jubileu dos 300 anos do encontro da Imagem nas águas do Rio Paraíba, resgata o aspecto fulcral do perfil missionário da Mãe de Jesus e da Igreja: (...) “foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel” (Lc 1,39s). A mensagem que Deus nos revela por meio de Nossa Senhora da Conceição, enegrecida pelas águas do leito daquele rio, remete-nos à triste realidade da escravidão dos negros em nossa Pátria e do preconceito racial que persiste, sustentado pela ausência do verdadeiro amor ao próximo. Sua veloz mensagem cala-nos a alma e elucida o discernimento para recordar que somos um povo de irmãos e irmãs.

Na Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, depois de indicar a Virgem Santíssima como Mestra na contemplação do rosto de Cristo, São João Paulo II inseriu no Rosário as Bodas de Caná como Segundo Mistério da Luz. Com isto, realça sua solicitude diante das necessidades da humanidade, assegurando como Maria nos conduz a Cristo, ao dizer: “Façam tudo o que Jesus lhes disser” (Jo 2,5).

A solidariedade da Mãe, ouvinte e testemunha da Palavra de Deus, leva-nos à Mesa do Pão Partilhado: “Maria viveu a dimensão sacrifical da Eucaristia, desde a profecia de Simeão (Lc 2,34s). Ela nos ensina a colocar em prática o Evangelho: ‘Fazei isto em memória de Mim’ (Lc 22,19). No ‘memorial’ do Calvário, está presente tudo o que Cristo realizou na sua paixão e morte. Por isso, não pode faltar o que Cristo fez para com Sua Mãe em nosso favor. (...) ‘Eis tua Mãe’ (Jo 19,26s). Maria está presente, com a Igreja e como Mãe da Igreja, em cada uma das celebrações eucarísticas” (Ecclesia de Eucharistia, 55ss). A autêntica devoção a Nossa Senhora está centrada na Eucaristia e atualiza cotidianamente esta gratuidade. Longe de ser uma piedade superficial, podemos afirmar que ela se tornou um lugar teológico de crescimento na fé. Os sinais demonstram a eficácia desta devoção, uma vez que quem tudo realiza é o próprio Senhor, através da onipotência suplicante de Nossa Senhora, ícone e referência para toda a Igreja como MODELO MISSIONÁRIO!

Padre Paulo Dionê Quintão - Pároco

Paróquia Santa Rita de Cássia

Praça Silviano Brandão - s/n, Viçosa - MG, 36570-000

(31) 3891-5191