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O Dízimo é pastoral e não campanha financeira

O mês de novembro, para a Igreja, é dedicado especialmente à gratidão e à retribuição. Em nossa Arquidiocese novembro foi assumido como “o mês do dízimo”. Com o intuito de ajudar no trabalho de conscientização sobre o dízimo, foram encaminhados para as paróquias alguns subsídios que poderão ser utilizados pelos agentes do dízimo e equipes de celebração. O presente texto destina-se mais às lideranças pastorais para que possam aprofundar a temática  sobre o dízimo.

            O dízimo deve ser visto como opção pastoral permanente, não como campanha financeira temporária. “O sistema do dízimo parece pastoralmente rico, portanto, enquanto sistema de contribuição: a) sistemática (mensal, por exemplo); b) de compromisso moral com a comunidade (não jurídico); c) fixado de acordo com a consciência formada de cada um (sem índice aritmético)” (Estudo da CNBB, nº8, pág. 51). Dízimo não é promoção para ganhar mais dinheiro para a Igreja. É um grande erro entender o dízimo como fórmula para solucionar problemas econômico-financeiros da paróquia ou diocese.

            O dízimo é uma expressão de fé daquele que participa da comunidade eclesial. É uma maneira de tornar a comunidade independente daquelas pessoas que não se encontram inseridas na vida comunitária. O dízimo elimina os privilégios e estabelece a igualdade entre os membros que a edificam. O dízimo é expressão de fé amadurecida; é uma contribuição livre e espontânea que emerge do amor comunitário em prol da evangelização. “Por meio do dízimo, que é uma contribuição motivada pela fé, os fieis vivenciam a comunhão, a participação e a corresponsabilidade na evangelização” (Documento 106 da CNBB, nº5, pág. 13).

            O dízimo cria entre os fiéis a consciência de Igreja “Povo de Deus” e desperta em cada pessoa o compromisso com a vida comunitária. A Igreja é a nossa família, ou seja, a família dos filhos de Deus. Pelo batismo somos inseridos nessa família. Como qualquer outra família, a Igreja precisa da participação de todos os seus membros. Não é suficiente dizer que é Igreja só pelo fato de ter recebido os sacramentos e participar das missas, sem inserção comunitária. Nós somos Igreja na medida em que participamos e colaboramos com ela. O dízimo é sinal visível de nossa comunhão e participação na vida eclesial.

            Importante salientar que a primeira finalidade da pastoral do dízimo é criar na comunidade cristã a “consciência de Igreja”, tendo em vista a evangelização. Os frutos desta conscientização e da participação na vida eclesial são os recursos materiais que possibilitam a Igreja cumprir a sua missão. Várias pessoas ignoram totalmente esta primeira finalidade do dízimo, inclusive padres e lideranças leigas. Em muitas comunidades prevalece uma visão economicista do dízimo. Para superar esta compreensão errônea sobre o dízimo necessita-se de uma contínua e profunda formação da consciência. “Isto coloca a restauração do sistema do dízimo, para ser realmente pastoral, na linha de uma constante formação da consciência. É só através disso que o cristão não verá a sua liberdade constrangida e descobrirá seu ato de contribuir dignificado dentro de uma dimensão religiosa” (Estudo da CNBB, nº8, pág. 53).

            Aproveitando o contexto do Ano da Vocação Sacerdotal em nossa Arquidiocese, é importante ressaltar que o padre poderá contribuir muito significativamente para este trabalho de formação de consciência. Porém, todo este trabalho de conscientização não pode ficar somente sob a responsabilidade do padre. Tudo deve ser realizado em sintonia com as lideranças que atuam na pastoral do dízimo, pois já nos diz a canção “sozinho e isolado ninguém é capaz”.

Padre José Afonso Lemos

Fonte: Site da Arquidiocese de Mariana

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