A ascesnção do Senhor

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Jesus parte para junto do Pai, mas esta comemoração enche os cristãos de alegria porque Ele a todos precede na entrada do santuário do céu. Júbilo também porque Ele chama a todos a serem por toda parte suas testemunhas. Ele, além do mais, prometera revestir seus seguidores da força do alto, enviando o Espírito Santo. Alimentou a esperança cristã para que se viva em ascensões espirituais contínuas a fim de estar com Ele por toda a eternidade (Lc 24,46-53).

Abre-se um horizonte luminoso dando um sentido profundo à vida de seu seguidor fiel. A Ascensão é uma ocasião para cada um se reconsiderar em todos os momentos. A existência do fiel tem um final feliz, garantido por aquele que parte, mas que se revela com outra presença, uma relação mais espiritual porque firmada num fé profunda neste poderoso Salvador. Este estará no final da vida de cada um lá na outra margem da vida para introduzi-lo nas delícias eternas da Casa do Pai. Fica vencida a fragilidade humana, pois o seguidor de Cristo tem por obrigação testemunhá-lo onde quer que esteja, correspondendo à salvação que Ele a todos oferece. A Ascensão de Jesus é, de fato, nossa vitória. Através dele nossa pobre humanidade foi introduzida no paraíso celeste, onde Ele está como nosso intercessor junto do Pai.

Esta poderosa mediação é fonte perene de graças para todos. Deste modo, a Ascensão é a consumação do processo de nossa salvação eterna. Ele volta para junto do Pai levando consigo a humanidade, abrindo a porta do céu a todos que O acolherem e O amarem nesta terra.

Ele tomou nossa condição de escravos do espírito do mal, fazendo-se semelhante aos homens, para comunicar-lhes a vida divina por meio de seu sangue redentor. São Paulo então concita a todos os fiéis a proclamar que Ele “é o Senhor para a glória de Deus Pai” (Fl 2,11). Ele se revelou a nós pela sua encarnação, mostrando nosso destino final pela sua Ascensão. Os cristão então não ficam meramente estupefatos diante da obra divina, mas, rendem continuamente graça, louvam o seu Senhor com uma vida inteiramente conformada com seus ensinamentos. Ele passou corporalmente a uma outra dimensão da realidade onde a morte e as degradações não têm mais poder. Pela fé o seu seguidor vive em função desta realidade espiritual não se ligando às coisas materiais de um mundo tantas vezes oposto ao que Ele preceituou. Por tudo isto se compreende que a Ascenção de Jesus não foi, realmente, uma partida, nem uma separação de seus discípulos e de sua Igreja. Jesus permanece no meio de seus fiéis na Eucaristia e através das iluminações contínuas do Espírito divino. São Paulo atestou que “ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor senão no Espírito Santo” (1Cor 12,3).

Portanto, o cristão tem todas as possibilidades de não aderir às forças do mal. Deus está sempre junto de cada um para que possa viver melhor, superando os problemas do presente exílio. Com Jesus e o Espírito Santo o seguidor de Cristo recebe sempre a energia espiritual que o permite enxergar por entre os sofrimentos a beatitude do céu.

É deste modo que se entra na dimensão da Ascensão. Trata-se de participar desde agora na construção de um mundo que faz da esperança sua regra de vida e que comunica a coragem de praticar as virtudes, sendo o motor para uma busca contínua da santidade, tornando o mundo cada vez melhor. Assim sendo, o cristão nunca se sente só, abandonado nas dificuldades do cotidiano, errante sem ter um rumo certo no final de suas lutas terrenas. A mensagem que a Ascensão lança no íntimo de cada coração é um apelo a uma crença profunda na vida eterna já iniciada nesta terra. Esta é a herança feliz de todo aquele que crê. O cristão se sente então revestido de um notável vigor espiritual, olhos fixos no seu Redentor, numa disponibilidade total para receber e viver as luzes do Espírito Santo. Cumpre, portanto, valorizar a vida que Deus concede. Tal a felicidade do verdadeiro cristão que então sabe apreciar sua existência, dado que lá no céu Jesus está à sua espera. É preciso, porem, a vivência plena da influência de Cristo vitorioso pelo poder do Espírito Santo, enviado de junto do Pai. Uma existência que leva a vencer todos os torpores, todos os medos, todas as fadigas. Jesus quer que vivamos com Ele.

Assim todas as doenças, todas as preocupações, todos os cuidados materiais, todas as relações familiares serão iluminados por Ele, Por tudo isto a solenidade da Ascensão é, de fato, uma festa da Igreja porque leva os cristãos a confiar plenamente em Jesus, sabendo que sua ascensão ao céu é a revelação da própria elevação de seu discípulo de acordo com o projeto do Pai pelas luzes do Espírito Santo. Por tudo isso o seguidor de Cristo se torna o arauto da misericórdia divina. Mostra-se consciente de que, após sua trajetória neste mundo, estará para sempre com seu Salvador lá onde Ele está a espera de cada um.


Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho

Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos

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