Paróquia Santa Rita de Cássia

Jesus deixou clara e categórica a exigência cristã da unidade e da
fidelidade dos esposos cristãos (Mc 10,2-16) Esta clareza e
taxatividade devem tanto mais ser ressaltadas quando se considera o
contexto atual. Com efeito, para muitos é chocante as palavras do
Mestre divino: “Todo o que repudiar sua mulher e casa com outra comete
adultério contra ela: e se uma mulher repudia o seu marido e casa com
outra, comete adultério”, Ele aliás alertou: “não separe o homem o que
Deus uniu”. Não obstante o grande número de casais que vivem
santamente, o sacramento do matrimônio, é público e notório que há
casais que se separaram, que se divorciara e inúmeras são as feridas
nas consciências de muitos cristãos e como sofrem os filhos cujos pais
romperam os laços matrimonias legítimo! É óbvio que estas pessoas
devem ser ajudadas na medida do possível, mas sem deturpar o que Jesus
abertamente ensinou. Um meio valiosíssimo para preservar a unidade e a
fidelidade dos cônjuges cristãos é a preparação eficiente para
recepção do sacramente do matrimônio. Aqueles que já convolaram
núpcias, mas se encontram com problemas familiares devem procurar
soluções justas para firmar e reafirmar sua relação conjugal, imitando
aqueles que anos e anos veem mantendo a união prometida no dia do
casamento. Para viver plenamente o que Jesus ensinou sobre a unidade e
fidelidade matrimonial é preciso força espiritual, preces ardentes
dentro e fora do lar. Esta dimensão religiosa se baseia também no que
Cristo asseverou dizendo que pelo matrimônio os batizados não são
dois, mas uma só carne e sua ordem expressa foi esta: “Não separe,
portanto, o homem do que Deus uniu” Isto mostra como o homem e a
mulher, pelo casamento, deverão estar bem de acordo entre eles em tudo
e sempre. Foi Deus que os uniu. É Deus que lhe dará luz e força para
permanecerem unidos. Trata-se de um engajamento total neste tripé
sagrado: unidade, fidelidade e fecundidade. Isto é possível quando há
o esforço sincero de transformar o amor mútuo no amor mesmo de Deus.
Este Deus que é amor é verdadeiramente único, fiel e fecundo. Deste
modo maravilhosamente fica sublimado a dileção sincera o que os
cônjuges manifestam um ao outro. Eis aí o que quer expressar o que
Jesus disse ao falar em “o que Deus uniu”. Refletir sobre isto é
importante, porque o amor humano é limitado se ele é deixado a si
mesmo sem esta força sobrenatural sem a presença do Deus Todo
Poderoso. O homem e a mulher precisam muitas vezes se ultrapassar a si
mesmos e até mesmo em algumas circunstâncias serem heróis, mas com a
graça divina é possível manter a unidade e fidelidade prometidas ao
receber o santo sacramento do matrimônio. O Espírito Santo presente no
coração dos cônjuges transforma o amor humano que é limitado no amor
imenso do Ser Supremo. É este Espírito divino que dá a verdadeira
dimensão do amor que deve reinar entre os batizados unidos pelo
sacramento do matrimônio e imersos nesse oceano infinito do amor
divino. Há então a percepção da fortaleza interior ofertada pela graça
divina que é mais potente do que as forças humanas. Torna-se assim
possível praticar em plenitude o amor conjugal. Na escola de Jesus se
aprende a dialogar, a perdoar sempre, a sacrificar um pelo outro a
própria vida. Deste modo, as infidelidades devidas às fraquezas humana
são superadas porque sólido é o fundamento que uniu dois corações
através do sacramento do matrimônio. O projeto de Deus há de sempre
prevalecer não obstante as fraquezas humanas e, por vezes o
endurecimento das mentes que se deixam dominar pelos males que
afligem os incautos. O liame que deve unir os cônjuges é objeto de
ataques de rara violêncis em nossos dias e se multiplicam em certos
países os processos atinentes ao divórcio, afetando, portanto, o plano
estabelecido pelo Criador. Deve-se sempre lembrar que
Deus não pode nem se enganar, nem enganar os homens e, assim sendo, a
unidade e a fidelidade conjugais são imprescindíveis para a felicidade
no lar. O que Deus estabeleceu deve ser aceito em sua globalidade e em
todas as suas dimensões. Eis porque a presença do Ser Supremo é
fundamental para a vivência cristã dos que contraíram o matrimônio.
Deus deve ser colocado no centro do amor conjugal. São três vontades
que devem interagir: a do homem, a da mulher e a de Deus. É esta
presença do Todo Poderosa Senhor no seio da família que une
duravelmente os corações. Eis por que a oração é imprescindível para
a durabilidade do amor conjugal e o que Deus uniu o homem não
separará!

 

*Professor no Seminário de Mariana durante 40 aos.