Dai-nos sempre deste pão

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Jesus de uma maneira admirável mostrou que Ele é o Pão da Vida, o Pão
que veio do céu. O resultado desta verdade, exposta pelo próprio
Cristo, foi a súplica daqueles que a escutaram: “Dá-nos sempre desse
pão (Jo 6,23-35). No Evangelho de São João vemos, através de palavras
simples, ensinamentos profundos sobre a pessoa de Jesus e sua sublime
obra redentora. Para os outros evangelistas os milagres de Jesus
foram sobretudo atos de um poder maravilhoso que marcaram a irrupção
do reino de Deus na história dos homens. Segundo eles, por estes
milagres o Filho de Deus inaugurou na terra a realização definitiva da
vontade divina, são vitórias sobre o falso príncipe deste mundo,
satanás. Para São João o objetivo dos milagres de Jesus foi revelar
que Ele era o Enviado de Deus, o Filho de Deus, transmitindo aos
homens as palavras do Senhor Onipotente, cumprindo assim sua obra
nesta terra. Ele deveria ser em tudo seguido. Deste modo, segundo este
evangelista, os milagres apontavam, sempre diretamente sobre a pessoa
de Jesus em quem se deveria crer, esperar, certo de que dele vinha a
salvação. Foi o que ficou bem claro no milagre da multiplicação dos
pães. Aqueles que captavam o sentido profundo dos sinais operados por
Cristo e penetravam fundo em suas palavras maravilhosas nelas imergiam
como os que exclamaram: “Dá-nos sempre deste pão”. Eram aqueles que
percebiam uma relação única de Cristo com o Pai que o enviara, sabendo
que Ele e o Pai eram uma mesma pessoa e, por isto, ele tornava visível
nesta terra a santidade divina, seu poder e seu amor. Isto significava
que se atinou com o mistério da pessoa de Cristo, que passava a ser
visto não apenas como um esplêndido ideal do homem dado a seus irmãos,
não somente o Galileu cujas palavras comoviam os ouvintes, mas
sobretudo Aquele que estava marcado com o sinal do Pai e que podia dar
o alimento que permanece para a vida eterna. Isto porque Ele tinha o
poder de vencer a morte, dado que era o Filho do Pai celeste, Senhor
da vida. Mais poderoso que Moisés que pela força de Deus dava o maná
ao povo no deserto, alimentando-o, Jesus, seria Ele mesmo o alimento
dos que nele cressem, Pão vivo descido do céu, realizando algo
muitíssimo superior ao que fizera Moisés. O Pão vivo descido do céu
era Ele mesmo. O maná foi um alimento perecível, mas o alimento da
Nova Aliança era o próprio Senhor da vida que deixaria para os que
nele crescem algo mais prodigioso. O discurso sobre esse prodígio foi
tão convincente que logo suscitou o desejo dos ouvintes a receber tão
maravilhosa dádiva, que transmitia uma segurança inestimável,
envolvendo quem o recebesse com sua eficácia muito superior aos
alimentos terrestres. A grandiosa obra de Deus era que acreditassem
nele e quem O recebesse teria como o penhor desta fé uma eternidade
feliz. Deste modo, a fé seria o fundamento da obra de Deus e ao mesmo
tempo a resposta do homem. Na época de Jesus a fé em Israel era antes
de tudo um fazer ou não fazer segundo os 613 mandamentos que estavam
em vigor ou seja 365 interdições e 248 exortações. Muitos dentre estas
ordens não eram senão preceitos humanos que foram ligando-se entre si,
alguns até contrários à vontade divina. Jesus foi claro ao afirmar que
muitos o honravam com os lábios, enquanto o seu coração estava bem
longe dele: “Em vão, porém, me prestam culto, ensinando doutrina que
são preceitos humanos” (Mc 7,1-13|). Deviam ser observados sob pena
de ser maldito (Gal 3,10). Linguagem, portanto, dos homens, porque
Deus não amaldiçoa jamais; Ele, quer sempre abençoa, além de serem
estes preceitos antigos um fardo desumano impossível de ser suportado
(Mt 11,28-30). Ao se declarar o Pão da Vida Jesus unificava tudo e
ensinava que a obra de Deus era que se acreditasse naquele que Ele
enviou. Eis aí a grande mensagem da Nova Aliança. Crer em Jesus e
fazer o que Ele ensinou. Ele que veio ao mundo não para condenar, mas
para salvar. O Maná era o símbolo da Lei, Palavra de Deus, mas como
foi dito, muitas vezes deturpada. Jesus, porém, era o Pão de Deus,
penhor da vida eterna, descido do céu para dar vida ao mundo. A Ele,
portanto, se deveria aderir inteiramente numa comunhão estreita e
constante para receber com Ele a vida eterna. Donde a prece “Senhor,
dá-nos sempre deste pão”.

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