Ir para o conteúdo

Descanse em paz, Angelina (1929- 2021)

 

No momento da Comunhão Eucarística da Missa das 19 horas, da quarta-feira, dia 20 de outubro, a ligação telefônica, direto do CTI do Hospital São João Batista, em Viçosa, trouxe-nos a notícia que não gostaríamos de receber: após alguns dias de internação, acometida das comorbidades próprias de seus 92 anos, Angelina celebrou a sua Páscoa.

Ao longo da História muitas figuras humanas são alvo de grande prestígio. Certamente construíram a casa de seu ser alicerçada no altruísmo. Afinal, qual teria sido o encanto das amizades protagonizadas por uma pessoa tão despretensiosa como a ANGELINA? … Ela mesma! Por certo, a mais justa resposta seja assegurar que é ela própria. Todos nos sentimos pequenos diante da sinceridade de uma vida que só soube doar-se ao próximo.

ANGELINA DA CONCEIÇÃO MARINHO: quinta filha, entre os onze gerados pelo casal João Barnabé Marinho e Maria Augusta Marinho. Nasceu em Guaraciaba (MG), aos 7 de junho de 1929.

Dedicou-se às lutas de uma camponesa naquele próspero município da zona da mata mineira, juntamente com seus familiares, até os vinte e dois anos de idade. Foi quando, no dia 15 de fevereiro de 1952, atendendo ao convite, seus pais a apresentaram ao Pároco. Passando a residir em companhia do virtuoso Padre Joaquim Dimas Guimarães, dedicou-se às prendas domésticas, responsabilizando-se por todo o trabalho da Casa Paroquial. Prendada nas artes culinárias, Angelina mostrou-se tão eficiente em forno e fogão COMO A ABELHA É CAPAZ DE FAZER O MEL, SEM NUNCA ERRAR, conforme afirmou Dom Homero Leite Meira. Desde as saborosas quitandas aos mais finos pratos, passando pela base cotidiana de um cardápio singelo, porém substancioso, à base de verduras e legumes, em tudo sobressaindo o tempero da criatividade em que somente o amor é capaz de persistir.

Antes do romper do dia, (durante vinte e sete anos, quatro meses e quinze dias), Angelina fazia o café. Caso o Padre demorasse a acender a luz do quarto, era infalível o seu “toc… toc… toc”. Ao chegar ao refeitório ele brincava com ela: “pensou que eu morri?!” Em seguida, ia abrir as portas da Matriz. Uma rotina de trabalho que ela manteve todos os dias, até o falecimento do Monsenhor Dimas, no dia 30 de junho de 1979, aos 73 anos. Foi quando viveu um grande sofrimento pela perda do amigo, pastor e guia espiritual. Assim que chegou o novo Pároco, Cônego Joaquim Quintão de Oliveira, Angelina retoma a lida da Casa Paroquial, permanecendo ali por mais oito anos. Após esse período, a convite de seu conterrâneo, Padre Francisco Maria de Castro Moreira, Angelina passa a residir em sua companhia e, através dele, aceitou meu convite e veio fazer parte de minha história.

Em sua vida simples, dividiu-se em atenções à sua família, à sua querida Guaraciaba e ao Santuário Santa Rita de Cássia, em Viçosa. Em seus 69 anos de profícua dedicação e amor aos sacerdotes ela se revelou como um anjo de bondade chegando a iniciar o seu “Jubileu de Vinho”. Ao celebrar sua Páscoa, ela não interrompeu, mas completou a sua missão, pois passou entre nós fazendo o bem.

 

Padre Paulo Dionê Quintão Pároco de Santa Rita de Cássia, em Viçosa, MG

Compartilhar:

FIQUE POR DENTRO

Santa Clara, Peregrina da Esperança e da Luz🗓️ De 02 a 11 de agosto | ⏰ Sempre às 19h30📍Paróquia Santa Rita de Cássia – Viçosa/MG A Comunidade Santa Clara convida...

No dia 25 de julho de 1925, nasceu minha Mãe, numa Fazenda, nas proximidades do Distrito de Padre Fialho, popularmente conhecido como Garimpo, Município de Matipó. Na Pia Batismal recebeu...

Vinte e sete de julho de 2007 é a data da instalação do Centro de Educação Infantil de nossa Paróquia. Uma chuva de graças que, com a intercessão de Santa...