Paróquia Santa Rita de Cássia

Estimados irmãos e irmãs,

Diante de tantas situações que nos afligem atualmente, podem ficar ressoando em nossas mentes alguns sentimentos internalizados pelo excesso de sombras propagadas em nosso meio. Sombras que nos impedem de ver a luz do dia e que nos fazem acreditar na única possibilidade do escuro cativeiro. Este último, nos leva a resignar-se e a nos entregar ao suplício de uma multidão equivocada e sem perspectiva.

Entretanto, o que deve alimentar a nossa vida não deve ser as sombras, mas a esperança da luz que é Jesus Cristo (Jo 8,12). Assim, como o apóstolo lembra na carta a Timóteo: “reacenda o dom de Deus, que está em você” (2Tm 1,6), devemos deixar com que a luz de Cristo ilumine todo o nosso ser, nos esquivando de toda e qualquer força desagregadora e vertiginosa fadiga.

Não nos esqueçamos: “Cristo é a nossa esperança e tudo o que Ele toca se torna jovem, se torna novo, se enche de vida” (Papa Francisco). Por isso, devemos deixar ser tocados pela novidade do seu Evangelho, a fim de sairmos dos porões existenciais e sermos iluminados de novas esperanças. É a esperança em Cristo que move a vida do seu discípulo e que auxilia a pessoa a recomeçar.

Por isso, recomece em Cristo! Não tenha medo. Assim como aquela mulher pecadora (Jo 8, 1-11) que recomeçou a sua vida a partir do encontro com a pessoa de Jesus Cristo, vamos erguer-nos, sair de toda e qualquer atitude de morte e retomar a vida. O encontro com o Senhor nos liberta, nos retira de toda tentativa de aprisionamento e sufocamento da nossa condição. A vida é devolvida, a dignidade é restituída e a esperança de um amor é alimentada e suprida.

Olhe a sua volta. Há sempre cenas como a do Evangelho sendo construída do seu lado. A forma como lidamos com as situações é uma escolha. Não queremos mais nos acomodar e aceitar passivamente as atitudes mumificadoras deste mundanismo. Queremos dar um sentido a toda a nossa existência aderindo ao Evangelho de Jesus Cristo, nos tornando testemunhas da sua verdade, da justiça e da vida.

A nossa esperança deve ser, desse modo, uma experiência profunda e verdadeira com a pessoa de Jesus Cristo que, resolutamente, assegura a presença de Deus em nós, no Espírito Santo, até o final dos tempos. Coragem!

Róbson da Cunha Chagas

Seminarista da Arquidiocese de Mariana – 3º ano de Teologia