Paróquia Santa Rita de Cássia

Há uma infinidade de mulheres e homens assinalados com a graça batismal que constroem a morada de seu ser no compasso da experiência das primeiras comunidades cristãs. Estão inseridos na rica vivência do discipulado. Cada vez que regressam de seus trabalhos apostólicos trazem a alma vibrante de alegria. Sintonizados com o Senhor, através da oração, contam para Jesus tudo o que aconteceu. Admirados, narram as proezas operadas na evangelização. A cada experiência, o Senhor lhes assegura que verão realizações ainda maiores. No entanto, devem se alegrar muito mais com os seus nomes inscritos no Céu.

Cada membro da comunidade cristã se insere, por meio da vocação batismal, na corresponsabilidade da missão evangelizadora. Trata-se de uma tarefa que compete à Igreja toda. Basta recordar o que o Apóstolo Paulo assegurou: “Ai de mim se eu não evangelizar” (1 Cor 9,16). A participação efetiva em conselhos de pastoral e nos demais organismos da ação evangelizadora tem dado mostras de quanto o Sacerdócio Existencial vitaliza a Vinha do Senhor. Quanto mais os cristãos descobrem a força da pastoral orgânica e se tornam protagonistas da missão, melhor descortinam no horizonte o rosto de uma nova sociedade.

De fato, “A Igreja é chamada por Deus a realizar uma missão no mundo. Tal missão é um prosseguimento da prática de Jesus Cristo que ‘não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate de todos’ (Mc 10,45). A compreensão da missão da Igreja vai aprofundando-se na medida em que ela presta atenção aos ‘sinais dos tempos’ e às mudanças na história humana. Podemos medir os passos dados pela Igreja na compreensão de si mesma e da sua missão, se considerarmos os avanços do Magistério e da reflexão eclesial desde o Vaticano II até hoje” (CNBB,62).

Como “fênix”, o pássaro que ressurge das cinzas cada vez que era incinerado, notamos o recomeço de uma participação mais efetiva por parte de tantos batizados. Por algum tempo, estiveram meio anestesiados pelo desgaste em tentativas na construção de uma nova civilização. Contudo, imbuídos de novo fôlego pastoral, tomaram novo vigor. Para ser mais bíblico, podemos nos remeter à imagem dos ossos ressequidos, que se revestem de músculos e carne, narrados pelo profeta Ezequiel (Ez 37,1-14). “Infundirei o meu Espírito e vocês reviverão. Então vocês ficarão sabendo que eu sou Javé” (idem). A vida e os ideais renascem quando não se perde de vista o referencial maior: a promessa de Deus.

Com os corações dilatados ao Espírito Santo que é derramado sobre nós, cada Fiel Cristão (ã) Leigo (a) caminhe de esperança em esperança para assumir com gosto a missão do LAICATO CRISTÃO CATÓLICO.

Padre Paulo Dionê Quintão – Pároco