Paróquia Santa Rita de Cássia

A solenidade de Pentecostes, cinquenta dias após a Ressurreição de
Jesus, comemora a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos. Depois
de sua ressurreição, Jesus apareceu várias vezes aos seus discípulos,
continuando a instruí-los, sendo que no dia da Ascensão os enviou em
missão para proclamar o Evangelho a toda criatura, lhes tendo
prometido a assistência do Espírito Santo. Jesus foi claro:” Quando
vier o Confortador que eu enviarei lá do Pai, o Espírito da Verdade,
que do Pai procede, Ele dará testemunho de mim. E vós também dareis
testemunho de mim” (Jo 15,26). O dom do Espírito Santo se dá em
sequência ao dom da Lei e a Igreja é o novo povo de Deus que sucede ao
povo de Israel. A Boa Nova trazida por Jesus não marcou uma ruptura
com a aliança concluída entre Deus e Israel. Pelo contrário, ela é
o cumprimento, o aperfeiçoamento, o acabamento desta aliança que
doravante não estava mais reservada apenas ao povo judeu, mas, pela
Igreja se estenderia a todos os povos. No dia de Pentecostes os
Apóstolos ficaram repletos do Espírito Santo e começaram a falar em
outras línguas, sinal também desta admirável universidade, notável
catolicidade. Guiada pelo Espírito Santo a Igreja tem por vocação
acolher e reconciliar todos os povos. O Espírito Santo. Veio para dar
aos Apóstolos a força e o dinamismo para difundir a Boa Nova. Isto se
deu de uma maneira espetacular: “Quando chegou o dia de Pentecostes,
os Apóstolos estava reunidos “e veio subitamente, do céu, um ruído,
semelhante a um sopro de vento impetuoso que encheu toa a casa onde
eles habitavam. E apareceram-lhes línguas divididas e a maneira de
fogo e pousou sobre cada um deles e ficaram repletos do Espírito Santo
e começaram a falar em outras língua segundo o Espírito lhes concedia
que se exprimissem (Atos 2,2-5). Assim é que age a Terceira Pessoa da
Santíssima Trindade, ou seja, com energia, mas com muita doçura. Eis
porque aqueles que estavam trancados dentro de casa por medo dos
judeus são enviados a corajosamente pregar o Evangelho e afrontar
perseguições e o martírio. Enunciaram então, corajosamente que Jesus
havia ressuscitado e que Deus é amor e, na verdade, pregação a ser
feita e isto não só em Jerusalém, mas toda parte. Para nosso hoje
cinquenta dias d depois da Páscoa, celebramos a descida do Espeito
Santo sobre a Igreja nascente, mas também sobre a Igreja de hoje, pois
este é um acontecimento que se repete dado que a Igreja tem
necessidade um Pentecostes perpétuo. De fato, todos os dias nosso
coração precisa estar repleta do Espírito Santo para um apostolado
eficiente lá onde Deus colocou cada um de nós. Há necessidade de que o
Espírito Santo venha para transformar nossos hábitos, nossas rotinas
com seu sopro vivificador, modificador. Ele vem para mudar corações de
pedra em corações de carne, isto é, corações que se deixam
transfigurar pela vontade divina. O ruído da chegada do Espírito
Divino é para acordar sonolências que impedem o progresso
espiritual. possibilitando passar do medo para segurança, da fraqueza
para a audácia de partilhar a fé, a esperança e o amor a Deus. Ele dá
coragem para falar quando não se deve calar, testemunhar quando é
preciso proclamar as maravilhas do Evangelho e s grandezas da
verdadeira Igreja de Cristo sem apoiar as misérias morais difundias
pelos meios de comunicação social. O Espírito Santo que transformou os
Apóstolos em um instante, é capaz a de continuar a modificar os
cristãos para transformar o mundo na verdade que Jesus veio trazer a
esta terra. Trata-se de ajustar cada batizado plenamente aos desígnios
de Cristo. É preciso que o verdadeiro cristão não viva numa zona de
conforto, quando tantos males campeia em seu derredor, exigindo uma
ação eficiente de quem ama a Jesus. Daí a importância dos seus sete
dons: a sabedoria, a inteligência, o conselho, a fortaleza, a ciência,
a piedade e o temor de Deus. Será então possível usufruir o que São
Paulo preconizou, a saber, amor, alegria, paz paciência, bondade,
benevolência, fidelidade, doçura e domínio própria (Gálatas 5,22-25),
Isto significa então viver resolutamente, marchar decididamente sob as
luzes da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Trata-se de
corresponder à abundância da graça divina com a qual o fiel se repleta
das luzes celestiais comunicas do Alto. Passa reinar então a harmonia
pessoal e compreensão no meio no qual se vive. Nada a impedir a
multiplicidade e as diferenças porque o Espírito Santo é unificador,
levando a degusta o que é correto. Ele está sempre a lembrar que e não
são as conquistas científicas, os progressos tecnológicos que
resolverão os problemas da união entre os povos ou a harmonia entre
pessoas da mesma etnia, porque o que se deve buscar é colocar em
prática a linguagem universal da deleção mútua. Cumpre pedir ao
Espírito de Pentecostes que desça de novo sobre a terra e ensine a
toda a humanidade que ninguém deve querer ws impor, mas que se
divulgue, isto sim, a língua do amor que deste Espírito procede, a
qual é a única que pode unir e salvar. Professor no Seminário de
Mariana durante 40 anos.